O que Potter tem a ensinar sobre a responsabilidade da família e escola na aprendizagem para a vida!

O maior bruxo dos mundos mágico e trouxa (“trouxa” é o nome dado a quem não é bruxo), tem muito a dizer sobre diversos temas, mas o processo de ensino aprendizagem é um dos basilares e ajudam a explicar como que mesmo após a publicação de oito livros de forma espaçada e posterior lançamento universal de uma das franquias cinematográficas mais bem-sucedidas, a história de um menino órfão com uma cicatriz na testa em formato de raio até hoje exerce grande fascínio entre crianças e adultos do mundo todo.

A saga Harry Potter é narrada em Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta; Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban; Harry Potter e o Cálice de Fogo; Harry Potter e a Ordem da Fênix; Harry Potter e o Enigma do Príncipe; Harry Potter e as Relíquias da Morte e Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.



Para sabermos o que Harry Potter tem a ensinar sobre a responsabilidade de pais e professores na aprendizagem é preciso relembrar para quem sabe ou informar para quem não, que Harry Thiago Potter é órfão desde bebê, fora criado pelos tios maternos.

Mas como sendo órfão este garotinho está habilitado a nos ensinar sobre a responsabilidade da família e da escola na aprendizagem?

Para explicarmos isso nos restringiremos ao primeiro livro ou filme da saga. Harry Potter e a Pedra Filosofal.



Quando é aceito para estudar na escola de magia e bruxaria de Hogwarts, Harry descobre também que pertence à um mundo diferente, que é rico, famoso e que poderá pertencer, enquanto estiver na escola à uma das quatro casas de Hogwarts: Lufa Lufa, Sonserina, Corvinal ou Grifinória.

Imagine que uma criança que até os onze anos de idade parecia não ter nada de especial de repente se descobre cercado das maiores oportunidades de aprendizagem, fama e sucesso. Isso pode fazer com que, mentes mais despreparadas percam o rumo.

Mas o que a família e a escola foram capazes de fazer por Harry?


A ausência dos pais até os onze anos de idade, representava uma lacuna e um profunda dor na vida do garotinho Potter, até que ao ingressar em Hogwarts ele passa

a conhecer os pais através dos feitos e histórias contadas. Os professores da escola quase sempre diziam que o talento natural para desobedecer às regras, Harry herdara do pai; já a bondade nos olhos e a generosidade, ele herdara da mãe.


Em uma de suas aventuras Harry descobre os poderes enigmáticos do espelho de ojesed, artefato que consegue projetar os desejos mais profundos daqueles que se permitem definhar perante o respectivo reflexo. Através do espelho, Potter só conseguia ver seus pais vivos, felizes e ao lado dele, até que um dia, o diretor da escola, Alvo Dumbledore descobre que o aluno passa horas e horas admirando essa terna possibilidade. O diretor pede então que o garoto pare, pois segundo Alvo, conhecimento e verdade não emanarão deste espelho.

Então, através de Harry aprendemos uma poderosa lição, a de que não é possível evoluir se para isso, negarmos a nossa realidade, por mais dolorosa que seja.


Harry faz amigos, Hermione Granger e Rony Weasley e estes serão os amigos com os quais ele contará para o resto da vida para vencer desafios e aventuras eletrizantes.

No primeiro natal em Hogwarts a mãe de Rony faz um casaco de lã para Harry e este é o primeiro presente de natal que o bruxinho ganha na vida. A família Weasley torna Harry um membro da família.

Mais uma vez, vemos Harry Potter ser um meio para refletirmos que somos contemporâneos de uma noção de família que se transformou e que hoje ela pode ser formada só por pais, por mães, avós, irmãos, tios, do coração, pai e mãe, pelo Estado.

Os professores de Harry desempenharam um papel fundamental na educação do bruxinho e preparam tecnicamente Harry para enfrentar a vida e os desafios que estavam por vir. Outrossim é fácil perceber que as ferramentas metodológicas adotadas em Hogwarts prezam pela prática em detrimento da teoria, por reforçar valores ao invés de ignorar os diversos tipos de inteligência e reconhecem triunfos coletivos e individuais através de ações de engajamento que permeiam todo o ano letivo dos alunos.

Sem barreiras entre o corpo docente, discente e a família, Hogwarts se orgulha de manter um diálogo direto com a comunidade bruxa.

Assim percebemos outro relevante aspecto em Harry Potter que ampara o raciocínio de que a escola pode ser um lugar de descobertas, de resolução de problemas reais, reconhecimento, diálogo e sobretudo de pluralidade.

Quando Harry retorna vencedor da batalha contra um ex aluno da escola que havia pendido para o mal, Dumbledore explica ao garotinho que a mãe dele, havia utilizado uma magia muito antiga, poderosa quando ele ainda era um bebê e que esta magia havia deixado uma marca profunda nele.

Quando o menino aponta para a cicatriz de raio que ele tem na testa desde sempre, o diretor diz que a verdadeira magia que está entranhada em Harry e que sempre o protegerá, na verdade é o amor de sua mãe, que se sacrificou para que ele pudesse viver.

Harry Potter chama a atenção para o poder transformador do amor. Pois este fenômeno ressignifica as relações, faz com que criemos em torno do aluno um ecossistema de amor que vai desde o cuidado em transmitir valores até ensinar uma fórmula matemática complexa de um jeito mais acessível.




Harry Potter é inglês, usa óculos redondos e é conterrâneo de outro inglês que usava óculos redondinhos chamado John Lennon que dizia que a vida é aquilo que acontece enquanto estamos fazendo outros planos e John tinha razão e alterando esta frase original dele, acreditamos que a vida em família e na escola é aquilo que acontece enquanto estamos fazendo planos para sair de ambas.

Desta forma, é correto conceber que a responsabilidade da família é amar e o papel da escola é inspirar, libertar, estimular e ambas as instituições devem trabalhar juntas para fazer emergir pessoas melhores, seres humanos melhores, cidadãos preparados para a vida.


Imagine!


#oeducadoraluzdocinemaemaiscoisas

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